segunda-feira, 12 de maio de 2014

A banda do lado esquerdo mostra alguns dos livros que traduzi até hoje. Alguns foram desafios maravilhosos e vencidos, que não me deixaram os miolos picados, mas me obrigaram a decisões demoradas sobre as palavras, o ritmo, a pontuação de cada frase. Há dois anos fui aos Estados Unidos a convite dos meus vizinhos americanos e seduzida por uma amiga que tinha descoberto uma viagem de 300 Euros que nos levaria ao Grand Canyon, San Francisco, Los Angeles, etc. À partida para essa viagem, fomos recebidas no autocarro por 40 chineses que olharam para nós como se tivéssemos vindo directamente de Marte. Foram quatro dias de horror, rodeadas por chineses, comida chinesa, outlets chineses, enfim... um pesadelo. A minha amiga, muito comunicativa, gostava de tentar "penetrar" naquele mundo estranho dos chineses e, às vezes, metia conversa com eles. E um dos assuntos que resultava sempre era que eu tinha traduzido o Harry Potter. E então os chineses queriam todos tirar fotografias comigo, como se eu fosse uma personalidade famosa graças ao "Haly Potta". Não imaginavam a raiva que me faziam sentir pelo Harry Potter, no meio de tantas horas de trabalho com livros tão bons.

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